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Livro I: Criptídeos

Tudo começou com a água — símbolo de força, adaptação e transição. Foi nela que encontramos a metáfora perfeita para a dualidade que move a Souedo: o encontro entre o aquoso e o urbano, o selvagem e o civilizado, o íntimo e o coletivo. Essa dualidade surgiu na exposição fotográfica que deu início ao nosso prólogo. Mas ali já havia algo maior: o sentimento de pertencimento e estranhamento ao mesmo tempo, vivenciado por quem transita entre mundos, lugares e identidades.

Assim nasceu “Criptídeos”, nossa primeira antologia vestível. Inspirada em mitos aquáticos como a sereia e o boto — figuras que habitam tanto o folclore quanto o imaginário de quem vive entre o rio e a cidade —, essa narrativa veste a transição, a fluidez e a multiplicidade de quem é muitas coisas ao mesmo tempo.

Mais do que roupas, são capítulos de uma história que reflete ciclos, mudanças e as diferentes formas de existir. Bem-vindo ao nosso primeiro livro. Bem-vindo, Criptídeos.

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