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News

Roupas e performance
Roupas e performance
10 de Nov, 2025

Este texto investiga como, na vida cotidiana, vivemos em constante performance — vestindo papéis, figurinos e identidades que muitas vezes nos afastam de quem realmente somos. A roupa, antes linguagem e expressão, transforma-se em armadura, proteção e máscara. Nesse processo, repetimos códigos sociais, reproduzimos padrões e perdemos autenticidade. A moda, longe de superficial, revela dinâmicas de pertencimento e exclusão, moldando corpos aceitos e marginalizando os que fogem da norma. Entre máscaras e roteiros impostos, nos tornamos figurantes do mundo, até que a originalidade pareça estranhamento. O texto propõe reencontrar o estilo como verdade — quando o figurino deixa de esconder e passa a revelar, permitindo que o ser real, não ensaiado, volte a aparecer.

A Sereia como Metáfora Trans
A Sereia como Metáfora Trans
27 de Oct, 2025

O ensaio revisita A Pequena Sereia de Hans Christian Andersen, revelando o contexto queer que permeia sua criação e como a figura da sereia se tornou metáfora potente para corpos e identidades dissidentes. Da paixão não correspondida do autor à fluidez simbólica da água, o texto explora como sereias, piscinas e ambientes aquáticos atravessam narrativas trans e queer, oferecendo espaços de desejo, liberdade e reconhecimento. Entre cinema, literatura e vivências reais, a sereia emerge como espelho íntimo de quem busca existir além das normas — um corpo que encontra na água a possibilidade de ser visto, tocado e amado, ainda que pela linguagem.

Lee Miller: A sereia que Rompeu o Silêncio
Lee Miller: A sereia que Rompeu o Silêncio
15 de Oct, 2025

Inspirado no mito da sereia, o texto conta a história de Lee Miller, que rompeu o silêncio imposto às mulheres. De modelo da Vogue nos anos 1920 a fotógrafa de guerra, ela transformou o olhar que antes a reduzia a musa em instrumento de criação e denúncia. Suas imagens — dos experimentos surrealistas às ruínas da Segunda Guerra — ecoam como o canto de uma sereia que finalmente encontrou sua voz.

Carne de Sereia
Carne de Sereia
02 de Oct, 2025

A carne da sereia: mito, desejo e silêncio

Do folclore japonês às tradições europeias, a carne da sereia simboliza mais do que imortalidade: revela medos e fantasias sobre o corpo feminino, sua voz e sua boca. Entre interditos religiosos, mitos de poder e a obsessão humana por transcendência, a figura da sereia se torna ameaça e desejo — uma mulher que não se deixa digerir nem calar.

O Nascimento da Beleza
O Nascimento da Beleza
23 de Sep, 2025

O autor conta como a beleza da vida só se revelou após um trauma: sobreviver a um transplante abriu espaço para ver o belo, mas trouxe junto o medo constante da perda e a urgência de criar um legado.

O Canto da Sereia:
O Canto da Sereia:
18 de Sep, 2025

O mito da sereia revela a força de existir mesmo sem voz. Mais que um conto de amor, é uma metáfora sobre corpos dissidentes e invisíveis, que desafiam as normas simplesmente por estarem presentes.

A arqueologia dos vivos: sobre os invisíveis que optam pelo silêncio
A arqueologia dos vivos: sobre os invisíveis que optam pelo silêncio
25 de Aug, 2025

O Brasil abriga a maior concentração de povos isolados do mundo, com mais de 110 registros. Eles sabem da nossa existência — ouvem aviões, veem rastros na floresta — mas escolhem permanecer à parte. Esse isolamento não é atraso ou ignorância: é resistência e sobrevivência diante de séculos de violência, doenças e espoliação causados pelo contato com a sociedade envolvente.

Apesar disso, insistimos em transformá-los em curiosidade científica, mito ou ameaça, como se fossem relíquias ou lendas vivas. O fascínio pelo desconhecido revela mais sobre nossa necessidade de controlar e expor do que sobre eles próprios. O verdadeiro risco não está na floresta, mas no homem que invade seus territórios.

A Funai e outras frentes de proteção tentam equilibrar vigilância e respeito, cientes de que o contato quase sempre resulta em destruição cultural e física. Proteger os povos isolados significa reconhecer sua soberania e seu direito de existir em silêncio, livres das mazelas do mundo exterior.

Talvez o enigma não esteja em suas aldeias ocultas, mas em nossa incapacidade de aceitar que alguém escolha, consciente e livremente, permanecer invisível.

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