zA Souedo tem como proposta ser uma marca de antologias. Antologias Vestíveis. Porém, o que isso significa?

Para marca, entende-se por “antologias vestíveis” o ato de criar para além de uma simples coleção de roupas; são narrativas materializadas na trama e no urdume de cada roupa, onde cada peça carrega um pedaço de uma história única e significativa, tanto daquela contada pela marca, como também daquela que as fez e de quem a portará. Este conceito eleva o vestuário a um patamar artístico e cultural, transformando o ato de vestir em uma expressão de identidade e memória. Através dele, também, é possível criar um marcador de identificação por aqueles que leram e vestiram Souedo, no qual, por meio das roupas, cada espectador saberá em qual capítulo de sua vida o outro está. Nossas coleções exploram essa ideia, com peças que são limitadas em quantidade, mas infinitas em significado.

A valorização da moda narrativa é a espinha dorsal da marca, criamos e apreciamos peças que transcendem tendências e se tornam antologias visuais de momentos, emoções e histórias.

Neste artigo, exploraremos como roupas com histórias estão moldando o futuro da moda e a conexão profunda entre o design e a narrativa cultural.

Fonte: Exposição America: An Anthology of Fashion, no Metropolitan Museum of Art. 2022

 

Como já dito, antologias vestíveis se referem a coleções de moda que funcionam como capítulos de uma história maior. Mas para além disso o vestuário como um todo carregar significados e significâncias para determinado grupo de pessoas e nações. Elas também podem conectam o passado, o presente e o futuro. E quando reimaginadas dentro de outro contexto, como no caso de uma exposição dentro de um museu, pode revelar como a sociedade de um tempo pensa ou pensava e criar um panorama visual, onde as roupas simbolizam marcos históricos ou momentos significativos.

Roupas com histórias, nesse contexto, são mais do que simples peças de vestuário; elas representam resistência, celebração e evolução cultural. Esse conceito permite que estilistas e outros estudiosos do campo estéticos e do saber criarem um diálogo entre o design e eventos que moldam nossa sociedade.

Roupas sempre foram um meio de expressão. Há inclusive teorias que dizem que o ser humano começou a se vestir, não só por uma questão de necessidade perante aos perigos e intempéries de um tempo passado, mas como um meio de expressar sua individualidade – ou algo próximo disso. Entretanto, a moda narrativa leva isso a outro nível. Ao criar peças que refletem questões sociais, memórias e cultura, estilistas estabelecem uma conexão emocional com o público.

Na Souedo, cada peça é projetada como um item atemporal que narra uma história através do vestuário.

Narrativas visuais na moda: A arte de contar sem palavras

 

A moda tem o poder de se comunicar visualmente, transformando símbolos, cores e texturas em mensagens profundas. Grandes estilistas como Alexander McQueen, Rei Kawakubo e John Galliano são conhecidos por trazem na alta-costura coleções temáticas que mesclam o vestuário como arte e a contação de histórias através do design.

A alta-costura por si só já é um palco para manifestações desse vestuário antológico. Sendo a epítome da criatividade e da moda narrativa, quando a cortina se abre, muitas histórias são contadas, cujo impacto reverberam até hoje.

Exemplos disso não faltam: desde a invenção do New Look de Dior (1947) que redefiniu uma era, passando por coleções que nos relembrava de um passado que não gostaríamos de lembrar, vide a coleção de 1971 Yves Saint Laurent, referenciado a ocupação francesa durante a Segunda Guerra Mundial.

Não obstante, a moda pode ser política, o discurso dessas roupas pode falar o que não pode ser dito durante uma época, como também deixar para uma geração futura a lembrança do que jamais pode ser esquecido, tendo como representante brasileiro a emblemática coleção de Zuzu Angel, contra a repressão da ditadura e sumiço do seu filho pelo regime militar.

Além disso, estilistas têm aproveitado essa abordagem para destacar temas sociais. Através de narrativas visuais na moda, como a integração de padrões étnicos ou detalhes simbólicos, marcas podem abordar questões importantes de forma visualmente impactante.

Uma coleção pode também narrar o legado de uma cultura, com a indígena por exemplo, trazendo visibilidade e respeito às suas tradições para um país que constantemente esquece daqueles aqui sempre habitaram. Um dos grandes exponencias para essa questão encontram-se Mauricio Duarte e Sioduhi, ambos do norte do país.

As antologias vestíveis são mais do que uma tendência; são um novo olhar em como vemos e criamos moda. Ao unir o significado por trás das roupas com o poder da narrativa, estilistas estão redefinindo o que significa vestir-se.

Na Souedo, acreditamos que cada peça deve contar uma história única. Nossas coleções são um convite para explorar o passado, celebrar o presente e imaginar o futuro, tudo através da moda.

Convidamos, você, querido expectador, a experimentar essa diferente forma de se conectar com seu guarda-roupa. Descubra em nossas coleções/capítulos, as peças que os ajudaram a contar a história através do design da marca.