Criptídeos
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Livro I: Criptídeos
Tudo começou com a água e suas infinitas metáforas: a força que transforma e destrói, que muda e se adapta, e, acima de tudo, transita entre mundos — o aquoso e o urbano. Essa dualidade estava presente no trabalho fotográfico que deu início ao nosso prólogo, a nossa primeira exposição.
Durante o vernissage, percebi que aquilo não era apenas um tema que orientava a mostra. Era algo maior. Algo sobre o que aqueles dois mundos simbolizavam. Especialmente para aqueles que, como eu, se viam representados nesses espaços, mas também alheios a eles. Era algo sobre o ato de transitar entre lugares e identidades, e sobre aqueles que nunca entenderam o que é viver nesse entremeio.....