Blog Souedo

O amarelo manteiga surge como símbolo ambíguo: conforto e excesso. Uma estética suave que mascara tensões atuais, oferecendo refúgio visual sem realmente nutrir.

Criar é mediunidade: o criador, como um “entre”, capta e traduz o espírito do tempo. Vestir torna visível o invisível, uma escuta que vira forma e narrativa.

Sou oceano: profundo, instável e difícil de navegar. Sou porto de passagem, ilumino, mas não retenho. Ainda assim, sigo fluindo, capaz de transbordar.

O sonho revela um corpo entre mundos: água, memória e palco. À beira da piscina, nasce a Souedo narrando o que é margem, cicatriz e transformação.

A sereia-mãe simboliza o cuidado e a potência feminina: mesmo silenciadas ou reduzidas a símbolo, seguem nutrindo, criando e transmitindo vida e memória.

Teatro, bordel e moda são espaços de performance e verdade: revelam desejos, identidades e contradições. Vestir-se é narrar entre máscara e essência.

Criptídeos revelam como o desconhecido foi usado para desumanizar povos. A arte, porém, ressignifica essas narrativas, questionando quem conta a história e por quê.
