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Povos isolados existem por escolha e resistem ao contato. Nosso desejo de alcançá-los revela mais sobre nós: respeitar sua invisibilidade é reconhecer sua autonomia.

A sereia simboliza o corpo silenciado e estetizado. Em “Criptídeos”, surge não como musa, mas como sujeito, revelando tensões entre desejo, mito e apagamento.

A inveja é motor humano e criativo: desejo de pertencer e se destacar. Na moda e na vida, move inovação, mas também risco de repetição e nostalgia.

O amarelo manteiga surge como símbolo ambíguo: conforto e excesso. Uma estética suave que mascara tensões atuais, oferecendo refúgio visual sem realmente nutrir.

Criar é mediunidade: o criador, como um “entre”, capta e traduz o espírito do tempo. Vestir torna visível o invisível, uma escuta que vira forma e narrativa.

Sou oceano: profundo, instável e difícil de navegar. Sou porto de passagem, ilumino, mas não retenho. Ainda assim, sigo fluindo, capaz de transbordar.

O sonho revela um corpo entre mundos: água, memória e palco. À beira da piscina, nasce a Souedo narrando o que é margem, cicatriz e transformação.
