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Sou oceano: profundo, instável e difícil de navegar. Sou porto de passagem, ilumino, mas não retenho. Ainda assim, sigo fluindo, capaz de transbordar.

O sonho revela um corpo entre mundos: água, memória e palco. À beira da piscina, nasce a Souedo narrando o que é margem, cicatriz e transformação.

A sereia-mãe simboliza o cuidado e a potência feminina: mesmo silenciadas ou reduzidas a símbolo, seguem nutrindo, criando e transmitindo vida e memória.

Teatro, bordel e moda são espaços de performance e verdade: revelam desejos, identidades e contradições. Vestir-se é narrar entre máscara e essência.

Criptídeos revelam como o desconhecido foi usado para desumanizar povos. A arte, porém, ressignifica essas narrativas, questionando quem conta a história e por quê.

Criar é negociar com o tempo e o caos. Entre atrasos e incertezas, o processo segue como uma espiral: tentativa de dar forma ao que escapa até encontrar seu momento.

Em meio à efemeridade, a Souedo busca transformar imagens em mito. Mais que novidade, criar é fazer histórias resistirem, e perguntar o que realmente merece ser lembrado.

Mitos do mar revelam arquétipos universais: força, cuidado e transformação. Em “Navegantes”, a travessia vira símbolo, vestir é carregar memórias e navegar entre o conhecido e o incerto.