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Gaivotas simbolizam mais que voo: representam o avançar com ajustes, curvas e retornos, um reflexo da vida, que raramente é linear, mas sempre em movimento.

A marca propõe roupas como narrativas: vestir é comunicar identidade. Peças carregam memória, atravessam o tempo e conectam histórias, pessoas e gerações.

Sereias não existem literalmente, mas como metáfora da aura e do mistério. Na era da exposição, não desapareceram, talvez tenhamos perdido a capacidade de percebê-las.

Mulheres foram historicamente rotuladas como monstros para controle patriarcal. Essa “criptização” reduz sua potência, transformando medo em difamação e silenciamento.

Vivemos em performance constante; a roupa vira escudo e máscara. O estilo autêntico surge quando o figurino deixa de proteger e passa a revelar quem realmente somos.

A sereia de Andersen reflete amor não correspondido e identidades queer: metáfora de transformação, desejo e fluidez, onde a água simboliza refúgio e pertencimento.

A sereia simboliza o silêncio imposto às mulheres. Lee Miller rompeu esse destino: de musa a fotógrafa, transformou olhar em voz e inscreveu-se na história.

Mitos da sereia ligam alimento, desejo e controle: a boca feminina é vista como poder e ameaça. Imortalidade simboliza autonomia, por isso, tenta-se silenciá-la.